Pedido da Anvisa não altera prazo de liberação da vacina, diz Butantan

Butantan desenvolve a CoronaVac em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac

Butantan desenvolve a CoronaVac em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac
Amanda Perobelli/Reuters – 22.12.2020

O Instituto Butantan disse neste sábado (9) que a solicitação da Anvisa por mais dados para liberar o uso emergencial da CoronaVac no Brasil “não afeta o prazo previsto para autorização de uso do imunobiológico” contra a covid-19. A expectativa do governo de São Paulo é iniciar a vacinação com o imunizante no dia 25 de janeiro.

“Os pedidos de novos documentos ou mais informações são absolutamente comuns em processos como esses”, afirma o laboratório responsável pelo desenvolvimento do imunizante em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

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O instituto afirma ainda que permanece fornecendo todos os documentos necessários para o registro de uso emergencial da vacina e diz que os pedidos “estão sendo prontamente atendidas”. O Butantan confirma também que já participou de duas reuniões com a Anvisa neste sábado e “está a disposição para o fornecimento de todos os dados complementares solicitados”.

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a submissão dos documentos técnicos faltantes nos dados apresentados pelo Butantan “é condição necessária para viabilizar a avaliação, conclusão e a deliberação sobre a autorização de uso emergencial das vacinas”.

Os dados divulgados pelo Butantan apontam que a CoronaVac tem 78% de eficácia na prevenção de casos leves da doença causada pelo coronavírus. Essa eficácia, porém, aumenta para 100% para casos graves e moderados da doença.