Janeiro 17, 2021

MDB tenta aumentar bancada para disputa na presidência do Senado

Baleia Rossi disputará presidência da Câmara com Arthur Lira

Baleia Rossi disputará presidência da Câmara com Arthur Lira
Luis Macedo/Agência Câmara

Com a candidatura do deputado Baleia Rossi (SP) na Câmara, o MDB se movimenta para tentar comandar mais uma vez o Senado. A intenção do partido é voltar a presidir as duas Casas Legislativas e ter o controle da pauta do Congresso. Para tanto, montou uma estratégia com o objetivo de filiar outros nomes e fisgar o apoio do governo.

O MDB tem 13 senadores, menos que em legislaturas anteriores, mas, ainda assim, trata-se da maior bancada. A eleição que vai renovar a cúpula do Congresso está marcada para 1.º de fevereiro e o partido pretende engordar para a disputa. Negocia o retorno de quadros antigos, como o senador Veneziano Vital do Rêgo (PB), que vai deixar o PSB, e Rose de Freitas (ES), de saída do Podemos.

Antes mesmo do anúncio da candidatura de Baleia Rossi à presidência da Câmara, o MDB decidiu que terá chapa própria à sucessão de Davi Alcolumbre (DEM-AP) no Senado. Ao não lançar um nome da sigla para a Câmara, porém, o DEM espera que o MDB acabe desistindo dessa pretensão para aderir à candidatura de Rodrigo Pacheco (DEM-MG), apoiada por Alcolumbre.

Até agora, porém, não há sinais de recuo por parte do MDB, que, no Senado, tem um perfil mais governista e tenta o aval do presidente Jair Bolsonaro. Estão no páreo os senadores do MDB Eduardo Gomes (TO), Fernando Bezerra Coelho (PE) e Eduardo Braga (AM). O primeiro é líder do governo no Congresso; o segundo, líder do governo no Senado e Braga, da bancada do MDB. Corre por fora Simone Tebet (MS), que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e não se alinha ao Palácio do Planalto.

Gomes, Coelho e Braga, por sua vez, buscam apoio de Bolsonaro, tentando “furar” a aliança de Alcolumbre com o governo. Na semana passada, foram chamados por Bolsonaro de “os três mosqueteiros”. “Não há como se imaginar que possamos ter um presidente do Senado sem diálogo com o governo”, afirmou Braga.

Na outra ponta, o grupo “Muda, Senado”, que tem 18 senadores e hoje faz oposição a Alcolumbre, poderá se dissolver para apoiar um candidato contrário a ele em um arco maior de alianças, que também reuniria partidos como PSDB e Cidadania.

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